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Governança conduz a lucros, diz
MIT
Gazeta Mercantil - 17/11/05
São Paulo, Empresas com arquitetura de TI madura realizam tarefas com
29%
mais agilidade. As empresas que adotam a governança da área Tecnologia
da
Informação (TI) são 20% mais lucrativas. E as que detêm arquitetura
tecnológica mais madura possuem 29% mais agilidade. As conclusões
fazem
parte de estudo realizado com empresas globais de forte presença em
seus
setores pelo Centro para Pesquisas de Sistemas da Informação (CISR) da
escola de negócios Sloan, do Massachusetts Institute of Technology
(MIT).
Responderam à pesquisa sobre governança 256 grandes companhias e sobre
arquitetura de TI, 103. Também 50 empresas foram analisadas de perto,
entre
as quais norte-americanas, européias ou da Ásia.
"Não podemos afirmar que há relação direta de causa e efeito
entre a
governança de TI e lucros maiores. Podemos imaginar que sim. As
empresas com
melhor desempenho possuem governança", diz a principal
pesquisadora
cientista do CISR, Jeanne Ross, trazida ao Brasil pela HP para estender
os
estudos às enpresas locais.
Quanto às que detêm infra-estrutura madura, há percepção de
economia nos
gastos em TI, em um primeiro momento, e depois tendem a investir mais,
mas
com maior geração de valor, defende Jeanne.
A abordagem tradicional para a utilização de TI é a adaptação da
infra-estrutura toda vez que há uma necessidade de negócios. "O
problema,
neste caso, é que TI acaba sendo sempre o gargalo", diz a
pesquisadora.
"Ouvi de um executivo de um banco de investimentos que é um
milagre seus
projetos saírem com essa estrutura."
Neste baixo nível de maturidade, pode haver silos de negócios pela
empresa,
cada um com sua própria infra-estrutura. Segundo o estudo, 12% das
maiores
empresas estão nesse estágio, muitas do segmento farmacêutico e
bancos de
investimentos.
A primeira evolução passa pela padronização de TI para toda a
corporação.
Quase metade das companhias (48%) se encontra nesse nível. Jeanne
exemplifica com a Toyota Europe que, antes de padronizar seus sistemas,
obtinha receita anual maior, mas o lucro permanecia estacionado.
Do universo estudado, 40% das empresas estão nos dois estágios mais
avançados de arquitetura, o de negócios otimizados - em que a
infra-estrutura está padronizada e enxuta - e o de modularidade de
negócios - em que os processos estão altamente alinhados com a
tecnologia e
possuem métricas para provar isso. Um exemplo é a British
Telecommunications
(BT), que pode entregar projetos a cada 90 dias e avaliar os resultados
em
outros 90 dias.
Jeanne estima que leva de cinco a dez anos para as empresas perceberem
os
benefícios da governança. Mas acredita que esses esforços e os de
adesão às
exigências regulatórias - como o Ato Sarbanes-Oxely e o Novo Acordo da
Basiléia - só engessam as corporações que se encontram nos dois
primeiros
estágios.
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